Síntese de Evidências para Políticas de Saúde

Descrição do Problema

De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, as doenças do aparelho circulatório constituem a principal causa de morte da população de Piripiri, sendo o acidente vascular cerebral (AVC) e o infarto do miocárdio (principais consequências da hipertensão arterial não controlada) as primeiras causas de morte entre os anos de 2002 e 2008. Intervenções para a prevenção e o controle desses agravos se tornam urgentes.

Após anos, o modelo assistencial adotado em Piripiri foi a assistência ambulatorial, desempenhada principalmente pelo hospital regional localizado na cidade. Com o surgimento dos programas de Agentes Comunitários e Saúde da Família, a APS passou a conduzir e coordenar o sistema local, priorizando as atividades em nível comunitário, mas ainda com grande demanda pela prática ambulatorial, consultas médicas ou de outros profissionais de saúde, no modelo profissional-paciente. Mesmo assim, o foco da atenção e a percepção de saúde pela população vêm sendo modificados e grupos de gestantes, hipertensos, diabéticos e crianças passam a ser melhor acompanhados com terapias que fogem do binômio medicamento-exames. Dentre essas práticas, podemos destacar a visita domiciliar, sessões educativas, imunização, aconselhamento e atividade física. Esta última, embora seja indicada no consultório, não recebe a devida importância dos profissionais, consistindo mais em recomendação, sem rotina e fluxo definidos, como os medicamentos, por exemplo.

Alguns estudos indicam que a prática de atividade física moderada e cumulativa reduz consideravelmente o risco dos indivíduos em qualquer faixa etária de desenvolverem doença arterial coronariana e suas consequências, como infarto do miocárdio e AVC, além de controlar os níveis pressóricos e melhorar o aspecto psicológico.

O problema a ser enfrentado é: pode a atividade física ser utilizada como ferramenta para a prevenção e tratamento da hipertensão arterial em nível individual e comunitário?