Síntese de Evidências para Políticas de Saúde

Potenciais barreiras

Opção 1- Protocolo clínico para o manejo do acompanhamento pré-natal na APS

Paciente / Indivíduo

  • Ao início da intervenção, deve-se informar às mulheres sobre o número de visitas, duração e conteúdos gerais de modo que não se sintam preocupadas.
  • Deve-se ter em conta as opiniões das mulheres e de suas famílias no momento de planejar as atividades de controle pré-natal de baixo risco e a escolha dos profissionais responsáveis de sua implementação.


Trabalhadores de saúde

  • Deve-se capacitar os trabalhadores de saúde na utilização do formulário de classificação de risco e nas atividades a desenvolver em cada uma das visitas de pré-natal.
  • Deve-se ter em conta os temores sobre a possível perda de ingressos por parte dos profissionais de saúde (menos número de consultas, substituição de obstetras por médicos generalistas ou parteras, substituição de médicos por enfermeiras).


Organização de serviços de saúde

  • Deve-se garantir um sistema de referência e contra-referência oportuno e efetivo para aquelas pacientes que necessitem visitas adicionais ou cuidados especiais, incluindo um sistema de registro (centralizado ou em poder da paciente).
  • Atendendo as preocupações das mulheres com respeito ao espaçamento das visitas de pré-natal proposto pelo modelo da OMS, outros tipos de atividades (promoção de saúde, nutrição, planejamento familiar, etc) podem ser articuladas para estas visitas adicionais, para manter o vínculo entre os usuários e o sistema de saúde.


Sistemas de saúde

  • O sistema de saúde do Brasil propõe um modelo de atenção pré-natal baseado em 7 consultas, e inclui todas as atividades propostas pelo modelo de controle pré-natal da OMS.
  • Os conteúdos e as intervenções em cada uma das consultas devem ser revisados, desaconselhando aqueles não efetivos ou desnecessariamente reiterados, e substituí-los por atividades de promoção da saúde e de acolhimento. Deve-se implementar o formulário de classificação de risco proposto pela OMS para ser aplicado a todas as grávidas na primeira consulta. Todos os níveis de atenção devem ser articulados (incluída a disponibilidade de transporte) a fim de dar uma resposta efetiva e oportuna às demandas de níveis especiais de atenção.

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