Síntese de Evidências para Políticas de Saúde

Considerações sobre a equidade na implementação

Opção 2 – Aumento do intervalo de tempo entre as gestações

Em 1960, o Brasil tinha uma taxa de fecundidade de 6,2 e uma alta taxa de abortos ilegais. De 1964 a 1985 não houve ação governamental para frear o crescimento demográfico. Em 1985 o planejamento familiar esteve disponibilizado dentro dos serviços de saúde governamentais, mas com uma provisão errática. Ainda assim, em 1986 a taxa de fecundidade caiu para 3,5 nascimentos por mulher e em 1996 ficou reduzido a 2,5. Em 1996, a prevalência da anticoncepção chegou a 77% entre as mulheres casadas, sendo a esterilização (40%) o método mais frequente, seguido pelos anticoncepcionais orais (21%) e os preservativos (4%).

As revisões encontradas não incluem dados específicos sobre o intervalo de nascimentos no Brasil, mas confirma, a partir de análise de tendências em vários países, que uma maior utilização do planejamento familiar contribui para um espaçamento mais saudável entre os nascimentos.

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